Os LTV (Ling-Temco-Vought) A-7 Corsair II da Força Aérea Portuguesa (FAP), designados A-7P, TA-7P,

eram 20 aeronaves do modelo A-7A que foram da Marinha dos Estados Unidos (US Navy) que foram equipadas com o motor Pratt & Whitney TF30-P408 e equipados com aviônicos dos mais modernos A-7D e A-7E.

Essas aeronaves, adquiridas após a desistência de Portugal de adquirir os caças supersônicos Northrop F-5 Tiger II, foram adquiridas através do contrato V-519 de 5 de maio de 1980, e inicialmente 28 fuselagens A-7A deveriam ser convertidas para o padrão A-7P, mas apenas as 20 melhores células foram aprovadas para a conversão.

As entregas das primeiras aeronaves para Portugal iniciaram-se no dia 24 de dezembro de 1981, com a chegada das primeiras nove aeronaves, e foram concluídas em 29 de setembro de 1982. Em maio de 1983, Portugal renegociou o contrato e fez um pedido de 24 A-7P adicionais e seis A-7A convertidos para aeronaves de dois lugares denominada TA-7P. A entrega da aeronave deste segundo lote ocorreu entre 8 de outubro de 1984 e 30 de abril de 1986. No entanto, um A-7P (FAP s/n 15540) dos 24 pedidos foi perdido em um acidente nos Estados Unidos antes de sua entrega.

Um TA-7P com as asas dobradas.

Como parte do segundo lote, a Marinha dos Estados Unidos alugou um TA-7C (BuNo 154404; c/n B-044) para Portugal entre abril de 1982 e junho de 1985 para conversão operacional de pilotos de caça. Esta aeronave, um A-7B-1-CV Corsair II convertido para TA-7C treinador de assento duplo, foi apelidada de “Pomba Branca” devido à tinta branca original da US Navy que foi mantida. Posteriormente, foi devolvido à Marinha dos Estados Unidos.

O TA-7C “Pomba Branca”.

No dia 10 de junho de 1999, o último Corsair II operacional da FAP foi desativado, com 64.000 horas de voo registradas, sendo substituídos em suas funções pelos caças supersônicos Lockheed Martin F-16A/B Freedom Fighter, que depois foram modernizados (MLU).

Um A-7P armado com mísseis AIM-9P Sidewinder.
Um A-7P com pintura comemorativa do seu serviço na Força Aérea Portuguesa.

Unidades as quais o Corsair operou na Força Aérea Portuguesa:

  • Esquadrão de Ataque 302 “Águias Reais” com base na Base Aérea nº 5, em Monte Real, entre 1981 e 1996;
  • Esquadrão de Ataque 304 “Magníficos” baseado na Base Aérea nº 5, em Monte Real, entre 1984 e 1999.

IMAGEM DE CAPA: Um LTV A-7P Corsair II em voo. A FAP operou no total 51 aeronaves, que prestaram bons serviços ao país.

FONTES: Wikipedia e o Facebook do Canal Militarizando.