No dia 22 de setembro de 1866 ocorreu a Batalha de Curupaiti (em espanhol: “Curupayty” ou “Curupaytí”). A batalha foi travada no Forte de Curupaiti, às margens do Rio Paraguai e a 80 Km da localidade de Humaitá.

Foi a maior derrota da Tríplice Aliança em toda a guerra, cujo confronto envolveu cerca de 25 mil soldados, sendo 20 mil soldados aliados (brasileiros e argentinos) e cerca de 20 navios da Marinha Imperial Brasileira contra cinco mil paraguaios entrincheirados no forte.

O saldo da batalha resultou em 411 mortos e 1.600 feridos brasileiros, além de 587 mortos e 770 feridos argentinos (NOTA: dados oficiais dos Exércitos Argentino e Brasileiro, pois algumas fontes alegam que o número de baixas foi bem maior). Já os paraguaios tiveram apenas 54 mortos e 196 feridos. Mais argentinos morreram nesse dia do que em toda a Guerra das Malvinas.

O impacto da batalha foi tão forte que paralisou os grandes confrontos por quase um ano, além disso o resultado praticamente provocou a retirada da Argentina e do Uruguai da guerra e provocou a reorganização das forças brasileiras na guerra, que iriam praticamente enfrentar os paraguaios sozinhos na guerra. Não foi a última vitória do Paraguai, mas outra vitória dessa magnitude não seria mais conquistada novamente na guerra.

Um dos fatores da vitória paraguaia foi um fenômeno da natureza: a chuva. Choveu por vários dias sucessivos antes da batalha e as formidáveis ​​trincheiras foram terminadas bem a tempo. Sem a chuva, talvez o resultado fosse diferente.

Dois protagonistas decisivos da batalha foram o então Coronel José Eduvigis Díaz, comandante do forte, e o engenheiro britânico George Thompson, que se encarregou do projeto técnico das trincheiras.

A imagem da batalha que ilustra esse texto é uma obra do pintor argentino Cándido López (1840-1902), que perdeu a mão direita nesta batalha. Ele então aprendeu a pintar com a mão esquerda e retratou muitas cenas e batalhas da Guerra do Paraguai.

FONTES: Wikipédia e o Facebook do Canal Militarizando.