Enquanto Israel enfrentava a perspectiva de derrota e de ser “jogado no mar” pelos árabes nos primeiros dias da Guerra do Yom Kippur, em Outubro de 1973, um esquadrão de McDonnell Douglas F-4E Phantom II da Força Aérea de Israel (IDF/AF) foi carregado e preparado para decolar com 13 bombas nucleares de 20 quilotons (provavelmente uma versão secreta israelense da Bomba Nuclear de queda livre de origem norte-americana B61) para um ataque “final” contra seus inimigos árabes.

É amplamente aceito que essa atitude desesperada de Israel (a operação foi posteriormente conhecida como “Operação Sansão” ou “Opção Sansão” – o personagem bíblico que se mata e leva vários de seus inimigos com ele), que poderia levar a um conflito nuclear sem precedentes na História da humanidade levou o governo dos Estados Unidos a agir com firmeza e rapidez para fornecer a Israel o maior e mais abrangente transporte aéreo de armas (“Operação Nickel Grass”) da História, além de fornecer dados de inteligência que ajudaram a virar o jogo contra os árabes e vencer o conflito.

Arte representando um Lockheed C-5A Galaxy da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) desembarcando um tanque M60 no Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, durante a Operação Nickel Grass.

IMAGEM DE CAPA: Um F-4E Phantom II da Força Aérea Israelense, aeronave multimissão com capacidade de ataque nuclear, (Acima) e uma bomba nuclear de queda livre B61, operada pelos israelenses em uma versão modificada localmente.

FONTE: Air Power, via Facebook do Canal Militarizando.