Max Wolf Filho foi um militar brasileiro. Participou da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Campanha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial.

Nascido em Rio Negro (PR) em 29 de julho de 1911, de família de origem alemã, Wolf alistou-se em Curitiba, aos 18 anos, no 15º Batalhão de Caçadores (unidade extinta cujas instalações são hoje ocupadas pelo 20º Batalhão de Infantaria Blindado Sargento Max Wolf Filho – 20º BIB), em Curitiba.

Na década de 1930 mudou-se com a família para a cidade do Rio de Janeiro, então Capital Federal (DF), e ingressou em sua Polícia Militar na qual permaneceu por uma década. Durante seu serviço na polícia, participou da Revolução Constitucionalista de 1932, combatendo os paulistas.

No ano de 1944, alistou-se voluntariamente na FEB, compondo os quadros da então 1ª Companhia do 11º Regimento de Infantaria (11º RI), em São João del-Rei (MG), com o posto de 2° Sargento. Liderou mais de 30 patrulhas de combate durante a guerra.

No dia 12 de abril de 1945, o 11º RI recebeu a missão de reconhecimento em Monteforte e Riva di Biscia (na região de Montese), a denominada “terra de ninguém”. O Sargento Wolf foi voluntário para comandar a patrulha de reconhecimento, que foi constituída por 19 militares que haviam se destacado por competência e bravura em outros combates. Nessa missão, foi fatalmente atingido por uma rajada de metralhadora alemã, que o atingiu na altura do peito.

O sargento Max Wolff Filho é fortuitamente fotografado antes de sua última patrulha, Cerca de meia hora depois, estava morto.

Neste dia e por causa do fogo inimigo, não foi possível recuperar o seu corpo e quando foi possível retornar ao local, seus restos mortais não estavam mais lá, portanto, seu corpo nunca foi recuperado. Supostamente, foi enterrado numa vala comum pelo inimigo.

Como reconhecimento, em sua homenagem, a Escola de Sargentos das Armas (EsSA) leva seu nome como patrono. Em 2010, foi criada a Medalha Sargento Max Wolf Filho pelo Decreto nº 7118. Tal medalha é conferida a subtenentes e sargentos do Exército brasileiro, em reconhecimento à dedicação e interesse pelo aprimoramento profissional, que efetivamente se tenham destacado no seu desempenho profissional, evidenciando características e atitudes inerentes ao 2º Sargento Max Wolf Filho. Em São Paulo- SP, existe a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) “Sgt. Max Wolf Filho” também leva o seu nome. O 20º Batalhão de Infantaria Blindado (20º BIB), em Curitiba-PR, tem a denominação histórica de “Batalhão Sargento Max Wolf Filho”.

O sargento mantinha uma série disciplina e competência militar destacando-se por liderar patrulhas de reconhecimento e por não deixar para trás os feridos, além de ser muito popular entre colegas da FEB e do V Exército dos Estados Unidos. Por estes ações na Segunda Guerra Mundial, ganhou múltiplas condecorações de guerra.

Foi agraciado post mortem com as seguintes medalhas: Cruz de Combate de 1ª Classe (Brasil), Medalha de Campanha (Brasil), Medalha Cruz de Sangue (Brasil) e com a Medalha Bronze Star (“Estrela de Bronze”) dos Estados Unidos.

A Medalha Sargento Max Wolf Filho, criada em 2010 pelo Exército Brasileiro (EB).

FONTE: Wikipédia e Exército Brasileiro.